A Revolução Puritana
Inglaterra • Século XVII • Política e Religião
A Revolução Puritana foi um grande conflito ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1640 e 1649, envolvendo o rei Carlos I e o Parlamento inglês. O principal motivo dessa revolução foi a disputa pelo poder político e religioso no país.
Durante seu reinado, Carlos I defendia a ideia do poder absoluto do rei, ou seja, acreditava que poderia governar sem aceitar limites impostos pelo Parlamento. Essa postura autoritária gerou fortes tensões políticas.
Conflitos Religiosos
Além dos conflitos políticos, havia também sérias divergências religiosas. Carlos I tentou unificar as igrejas da Inglaterra e da Escócia, obrigando os escoceses a aceitarem o Book of Common Prayer (Livro de Oração Comum). Essa imposição provocou grande resistência, especialmente entre grupos protestantes mais radicais.
Questão dos Impostos
Para manter o controle do reino e sustentar o exército, o rei precisava de mais recursos financeiros. Ele tentou aumentar os impostos, mas, segundo as leis inglesas, isso só poderia acontecer com a aprovação do Parlamento, que se opôs às medidas.
Grupos Radicais no Parlamento
Dentro do Parlamento, surgiram grupos com ideias mais avançadas para a época, defendendo mudanças profundas na sociedade inglesa.
- Diggers: defendiam a reforma agrária e a distribuição de terras para melhorar a agricultura.
- Levellers: lutavam pela igualdade jurídica e pela liberdade religiosa, inclusive para os católicos.
Oliver Cromwell e a Guerra Civil
Nesse contexto, destacou-se Oliver Cromwell, líder puritano radical que organizou um exército formado principalmente por burgueses e camponeses para defender o Parlamento.
Em 1642, Cromwell criou o Novo Exército Modelo, uma força militar disciplinada e bem organizada, que enfrentou as tropas do rei Carlos I, apoiadas pela nobreza.
Apesar do apoio dos cavaleiros da nobreza, o exército real foi derrotado pelas forças parlamentares.
Fim do Reinado de Carlos I
Com a vitória do Parlamento, Carlos I foi preso e, em 1649, condenado à morte e decapitado em praça pública. Esse acontecimento marcou o fim da monarquia inglesa naquele período e representou uma profunda mudança política.
Pela primeira vez, o poder absoluto do rei foi derrotado pelo Parlamento, abrindo caminho para novas formas de governo e para o fortalecimento das instituições políticas na Inglaterra.
